quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Que droga! Minha vida tá uma droga! Nada de bom acontece... Preciso ter pensamentos positivos, tomar banho de folha pra ver se melhora. A coisa tá difícil... É bolsa que não sai, são problemas na vida pessoal, falta de emprego, contas a pagar... Tá demais!
Me contentar eu não vou. Fazer alguma coisa!
"/

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Instituição de Direito Público e Privado

Fui surpreendida no primeiro dia de aula por uma pergunta vaga e ao mesmo tempo ampla: o que é o Direito? E outra, para completar a primeira: quando e onde utilizamos o Direito em nossas vidas?
Confesso que na hora pensei ser um trabalho besta, daqueles que nem precisamos pensar muito, mas só depois me dei conta do quanto era complexa essa pergunta, do quanto eu teria que pensar para responder tais perguntas.
Num sentido bem leigo, vejo o Direito como leis que ditam os direitos e deveres do homem para viver em harmonia com a sociedade. Sem essas leis, pode-se dizer que viveriamos em anarquia, cada um fazendo o que bem entende, e não haveria ordem.
É fundamental que existam as leis para manter a ordem de uma sociedade, sendo assim, é fundamental a existência do Direito para o estudo de tais leis em sua aplicabilidade na sociedade e como criador e mantenedor destas.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Trabalho e Educação

DEMO, Pedro. Trabalho: sentido da vida! B. TÉC. SENAC, Rio de Janeiro, v. 32, n. 1, jan./abr., 2006, p. 5-17

"Para Marx, não existe realização humana, bem como auto-realização, sem trbalho, porque trabalho é a energia fundamental deste processo histórico". (p. 14)
A noção de realização pessoal através do trabalho produtivo, gerador de capital, apresenta-se a nós como a única possível quando analisada sobre o ponto de vista de uma sociedade capitalista. Nesta, apenas produtos possíveis de ser convertidos em capital são considerados resultados do trabalho humano que, por sua vez, é adjetivado como árduo, penoso e só assim valorizado.
Porém, uma outra perspectiva é possível, ao entender-se trabalho como algo inerente ao homem. Demo aponta que "seria esdrúxulo assumir que trabalho é apenas atividade consciente, planejada, organizada" (p. 5), afirmando que este "tomado em sentido vital amplo, não se reduz, jamais, à condição de mercadoria" (p. 7).
Trabalho configura-se como questão central para a sobrevivência humana, entendendo esta como movimento situado além da sobrevivência material, considerando então aspectos da sua subjetividade (como a busca pelo prazer, pela felicidade e bem-estar, nem sempre associado estritamente à materialidade).
Sobreviver, para o homem, diferente dos outros animais, significa pensar em uma realização mediata, pois esta é posta enquanto reflexão de si em movimento de transformação da natureza. Deste modo, o trabalho enquanto modificação do meio é também modificação do próprio homem, pois é neste movimento que estabeleceas relações que o tornam ser social e cultural.
Mas o sobreviver para o homem pode ser considerado também imediato, principalmente quando encarado sobre a ótica capitalista. A própria atividade que torna possível a acumulação do capital gera um contexto de destruição da natureza, fonte de sobrevivência. Apontamos então uma das grandes contradições do sistema capitalista: acumula-se capital para um futuro incerto da própria raça humana.

domingo, 17 de agosto de 2008

Dinheiro


amor eu já tenho

saúde também

trabalho não falta

a família vai bem

amigos são poucos

não devo a ninguém

sou um bom brasileiro

de precisar mesmo

eu só preciso de dinheiro

se eu fosse um carro

seria um fusca

se fosse comida

uma fruta

se fosse um bicho

um gato pingado

de um feiticeiro

que não transforma meu rato

em dinheiro

o rico tem jóias

o pobre tem choros

o louco tem nóias

o sábio tem sonhos

eu só tenho Deus

e aqui estou eu

o ano inteiro

sempre fazendo das tripas

dinheiro

grana, bufunfa,

dindim

o resto tá

bacana pra mim


(Rita Lee)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Numa aula de Oficina de Leitura...


Oficina:

Fome (curiosidade, pesquisa)

Pão doce (compartilhar)

Biscoito

Tangerina (ácido e doce -> ser divergente)

Omelete (cabe tudo nele, diversidade)

Arroz com ovo (prazer -> nas coisas mais simples)

Escondidinho (dúvida)

Sorvete com calda quente (troca, envolvimento)

Caso com a leitura -> De amor ou ódio?

Melhorar o Português só se for da padaria, pra fazer sonhos mais doces.

A Emília ficou com fome e com gostinho de quero mais, aí veio aqui pra ver no que dá!

Lícia conversando com o currículo -> Se ele não quer se abrir para o que existe nesse universo, imagine ao universo paralelo.

"A educação se faz pela arte". Edgar Morin

A faculdade tem medo de que a gente saia fazendo arte por aí... e tanãnã. E segundo Isis, principalmente tanãnã!

E a complexidade da flexibilidade de rabo da lagartixa.

Como ler? Como ler! -> A chamada pensassão de transmimentos.

O desejo é aquele que é o seu! Não é o seu, é o meu! O nosso! Taí, o seu pode ser o meu, o meu pode até ser o nosso, mas o bom do desejo ainda pode ser o seu tom de egoísmo!

O melhor do livro é que tem muito livro dentro dele!

É terminantemente permitido (que eu assista a aula como ouvinte)!

Ai, deu até fogo no rabo! Meus macaquinhos no sotão começaram a requebrar!

Eles são céticos (não sabem acreditar, não sabem viver).

E a Emília não para de falar, culpa das quatro pílulas que "Tícia Leitão" deu a Isis, em que ela espertamente pegou e tomou.

Porque ela está com um pano de mesa enrolado no pescoço? Curiosidade!

www.elege.ufba.br , porque vale a pena.

Com que metáfora eu vou para o samba que Lícia me convidou?

Puxe e empurre!

E vale a pena ler!

Ricardo, Ruth, Lobato, Ziraldo, Cecília, Ana Maria, Elias José, Fernando Sabino, Manoel de Barros.

A imortalidade -> Eles passarão, eu passarinho ou eles não passarão, eu passarinho!
Saudações da mais nova bolsista!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Baila comigo


"Não tirem suas crianças da frente porque a Caravana Rolidey vai invadir o pedaço num alto e bom som, com muito blush e batom, canhões de luz, camisetas de Che Guevara e Jesus, neste circo patafísico capaz de remover montanhas e modificar o curso dos rios. Hoje é dia de rock e não viemos aqui a passeio. Sim, somos esquisitões mesmo, mas queremos apenas te seqüestrar dessa vidinha besta e por algumas horas oferecer um Olimpo de calmaria no meio de tantos tsunamis ideológicos.

Ir pra estrada é coisa pra cigano nenhum botar defeito. Me lembro de quando aterrissamos nosso disco voador numa modesta aldeia do Nordeste munidos de um microfone sem fio que tinha custado uma nota preta. Na passagem de som os 'índios' foram se chegando na beira do palco e se entreolhavam boquiabertos.

Depois de um certo tempo alguém da tribo começou a gritar: 'você está nos enganando, sabemos que microfone só funciona se estiver ligado num fio, somos gente humilde, mas não somos bobos, isso aí é um disco gravado!'. Então a ET branquela e ruiva que estava no palco pacificamente estendeu o microfone ao cacique para que ele pudesse constatar que se tratava mesmo de um produto de outro planeta. O planeta Nova York. Ele aproximou a boca e disse um 'alô' bem baixinho. Já estava quase comemorando o embuste, quando o pajé, este sim bem mais destemido, tomou-lhe o microfone e deu um grito de guerra que quase arrebentou os tímpanos de todos nós. A notícia se espalhou e o show foi uma maravilha completa. Dia seguinte a tribo estava tão deslumbrada com os deuses astronautas que até ajudaram a desmontar o equipamento de som e carregar os caminhões. Hoje qualquer tribozinha por aqui tem microfone sem fio.

E por mais que roqueiro brasileiro já não tenha mais cara de bandido (roqueiro no meu tempo era oposição, hoje é situação) esse tal de roquenrou continua oferecendo delícias, pelo menos para mim. Depois de quarenta anos na estrada, nos bailes da vida, percebo que o prazer de trabalhar com música permanece intacto feito um faraó imortal. Mas ultimamente ando meio reclamona, deve ser a idade. Tenho pavor de voar de avião, odeio dormir em hotéis, às vezes estou com TPM existencial e gostaria mais é de ficar enfurnada em casa com meus bichos. E as queixas prosseguem até o momento de pisar no palco. A partir daí eis que acontece o tal milagre da transformação da água em vinho. Pra se ter uma idéia, nem se uma barata gosmenta com aquelas antenas asquerosas aparecer no palco vai me tirar o prazer de fazer as pessoas terem prazer comigo.

E quando saio de lá a farra continua no camarim recebendo os fãs e ouvindo deles que não posso nunca parar de fazer show porque suas vidas virariam um tédio. Mal sabem eles que o tédio é todo meu quando estou longe do palco. Que ninguém nos ouça, mas estou pensando seriamente em tirar o time de cena e passar mais tempo com Ziza Lee, minha delícia de neta. Também quero acabar de escrever meu livro e morar no mato pra fazer uma horta. Vou adotar um monte de bichos, aprender a cozinhar e falar chinês. Preciso parar de fumar e beber mais água... putz, são tantas emoções que me esperam. Os shows tomam todo o meu tempo, além do que já fiz trocentos milhões, já está de bom tamanho e eu agradeço a Deus pelo privilégio de ter sobrevivido de música durante tanto tempo. Quando digo isso sempre ouço o feedback: 'seus amigos tropicalistas Caetano, Gil, Tom Zé, Gal e Bethânia são mais velhos do que você e fazem cada vez mais shows.'

Ah, mas eles são terráqueos geniais, eu sou apenas uma ET".


Rita Lee, março de 2007

segunda-feira, 11 de agosto de 2008


Mais um dia de aula típico! Seria... se não fosse por minha I. Gastando um dinheiro que não podia, andando horrores, cansando, tomando chuva... tudo por uma manhã gostosa colocando o papo em dia. Quem não gosta? Mais um semestre começando e eu só consigo me sentir feliz! Deve ser o caramelo (tanãnã-tanãnã), deve ser o caramelo (tanãnã-tanãnã). Aquele negócio de piada interna, sabe?

Se não sabe... Bom, nada posso fazer por você. Mas acho que tô boba demais hoje pra conseguir escrever alguma coisa séria aqui. =D Ah, eu amo minha I. Ela me faz feliz quando eu mais preciso, e quando não preciso também!


tanãnã-tanãnã!